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terça-feira, novembro 07, 2006

Regime de Voluntáriado - Parte II

Para quem entra seja nas tropas normais ou especiais, pode estabelecer um contracto mínimo de 2 anos e máximo de 6 anos (a idade mínima de candidatura para o serviço militar é 18 anos e máxima são 24 anos para quem não possui bacharelato ou licenciatura e 26 anos para quem possui habilitações superiores).

Uma vez acabado o contrato caso seja de 6 anos o individuo tem que vir embora, caso seja de 2 anos pode renova-lo uma vez.
Seja como for quando vem embora vai para o fundo de desemprego depois terá que se virar sozinho como qualquer outro desempregado. Esteve apenas 6 anos da sua vida ao serviço da comunidade a perder o seu tempo. Se com 20 anos é difícil arranjar emprego então aos 30 as coisas não são nada fáceis.

Em países que já possuem o regime de voluntariado ninguém é obrigado a ir aos 18 anos ver um vídeo ou a palestras em quartéis. O sistema da incentivos tais como (apenas cito 2 bons exemplos):

  • Baixa a média de acesso em 1 a 2 valores para o acesso ao ensino superior
  • O dinheiro que o contratado recebe nesses 2 anos de tropa da para sustentar a maioria das suas despesas no ensino superior (não sustenta festas, saídas etc).

Ou seja para muitos antes de concorrerem ao ensino superior concorrem a uma carreira militar por 2 anos e tornam-se independentes dos pais mais rapidamente, alem de se tornarem mais responsáveis.

Em Portugal seria necessário tornar as tropas altamente especializadas, num carácter defensivo e não no actual que é atacante e provem desde o tempo do ultramar (guerra essa que foi perdida). Acabar com ramos de armas que não interessam a este sistema e só servem para encher os bolsos de quem la anda há muito tempo. Serviços de secretariado e administração é das coisas mais ridículas que o militar pode fazer (a não ser que possua alguma deficiência ou já tenha mais de 45 anos). Militar que é militar é para actuar no campo de batalha. Se existem civis qualificados para estes quadros e no desemprego, porque não os colocar lá? Ah pois é preciso manter os tachos.

Todos se queixam pela falta de equipamento, até os populares caso seja entrevistados na rua são capazes de se queixarem pelas forças armadas sobre o mesmo assunto. Esquecem-se que quem faz o militar não são as armas, mas sim o Homem. Acho que deveriam começar a leccionar a Arte da Guerra aos militares para ver se aprendem umas noções do que é ter poder militar.

A minha questão actual é: quem raio é que fez as escolhas do equipamento militar que vai ser adquirido?
Existe uma empresa especializada no ramo, mas tenho serias duvidas que o Governo tenha recorrido a ela.

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