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quarta-feira, junho 20, 2007

Terminologias "hacking"

Nas noticias costumo ver muito a confusão do termo hacker com cracker, talvez por ignorância ou desconhecimento destas diferenças existentes na informática, por parte do jornalistas, como tal decidi escrever este pequeno artigo que refere as principais e correctas terminologias que devem ser usadas e quais os seus significados.

  • Newbie – existem outras designações como n00b, basicamente é um novato, um recém-chegado a informática, um utilizador final de um produto, que passa a vida a fazer perguntas sobre como funcionam as coisas mais básicas, mas que quer aprender a dominar minimamente as ferramentas com que trabalha no seu dia-a-dia;
  • Luser – associação de palavras Looser + User, é semelhante ao newbie, mas neste caso não quer aprender nada, quer simplesmente as coisas a funcionar, então sempre que têm duvidas inunda fóruns e chats fazendo perder a paciência a quem faz suporte técnico, costumam ser vitimas fáceis de trojans, por parte de utilizadores mal intencionados;
  • Lamer – também se podem aclamar como script-kiddies, utilizadores que encontram uns programitas na Internet (na sua maioria criados por crackers) que exploram determinados bugs, infectam computadores de terceiros com trojans, gabam-se sempre dos seus feitos e aclamam-se como “hackers”, vivem do trio das seguintes ferramentas: scan, exploit e trojan;
  • Wannabe – pode ser algo positivo ou negativo, positivo se o tipo é bastante culto sobre o assunto e está prestes a entrar na fase de larva ou negativo se o individuo vive apenas o sonho do mundo hacker dos filmes e nem faz a mínima ideia do que é a realidade deste mundo;
  • Larval stage – é quando o individuo abdica da sua vida real (pode durar entre 6 meses a 2 anos), para viver exclusivamente pela busca de informação e conhecimento cada vez mais aprofundado sobre sistemas e programação;
  • Hacker – individuo que passou pela fase larvar, fez um grande caminho e tornou-se profundo conhecedor de pelo menos um sistema operativo, são excelentes programadores e administradores de sistemas. Mas este termo foi denegrido pela comunidade jornalista e são considerados como criminosos digitais. Mas na verdade possuem um rígido código de ética, fazem a chamada prática do bem, embora essa prática possa ser contra a lei, tudo o que fazem é pela busca do conhecimento e auxilio de terceiros, nunca para proveito próprio ou destruição alheia. No entanto existem 3 subformas do hacker, duas delas são as seguintes:
  • White Hat – especialistas em segurança que podem ou não pertencer a empresas e prestam serviços a empresas ou terceiros, para ajudarem a aumentar a segurança de um determinado software ou rede. As grandes empresas como a Microsoft costumam recorrer a estes especialistas;
  • Grey Hat – por norma não costuma executar crimes nem tirar proveito do seu conhecimento, mas podem fazer-lo directamente sendo movidos por ambições politicas, religiões ou sociais; ou indirectamente executando uma acção que é contra a lei do seu país. É o caso da Natacha Gregori que hackeava sistemas para impedir a pornografia infantil, é actualmente a criadora do site www.antichildporn.org
  • Cracker – também conhecido por Black Hat, é a terceira subforma do hacker, normalmente são indivíduos com conhecimentos inferiores ao hacker, mas que usam todos os meios para proveito próprio, sem qualquer ética. Podem infectar sistemas alheios ou mesmo destruir sem deixar vestígios. Costuma ser bons programadores e são quem da a volta as protecções anti-pirataria, executa defaces, e invade sistemas. O lamer costuma usar as ferramentas do cracker que normalmente estão infectadas com trojans ou vírus para provocar danos nos computadores do lamer;
  • Phreaker – é o chamado cracker da electrónica e telecomunicações, arranja maneiras a fazer chamadas de borla, ter acesso aos pacotes codificados de tv por cabo, desencriptar chaves de acesso aos canais pagos por satélite etc;
  • Carder – o cracker dos cartões de crédito, o seu objectivo passa por roubar passwords dos cartões de crédito, iludir maquinas de levantamento de dinheiro, clonar cartões, fazer compras online com números de cartões gerados aleatoriamente…;
  • War driver – cracker das redes wireless, basicamente procuram pontos de acesso a Internet sem fios e tentam usufruir da Internet sem custos explorando as vulnerabilidades de terceiros. Na Europa existe já o war chalking que são indivíduos que informam os war drivers, dos melhores pontos com redes wireless, através de símbolos a giz ou das chamadas tags.

Webgrafia

http://en.wikipedia.org/wiki/Timeline_of_hacker_history
http://en.wikipedia.org/wiki/Hacker
http://en.wikipedia.org/wiki/White_hat
http://en.wikipedia.org/wiki/Black_hat
http://en.wikipedia.org/wiki/Grey_hat

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